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MINHAS PÉROLAS

sábado, 13 de julho de 2013

CACHORRADA LITERAL (É difícil cuidar da própria saúde, e alguém ousa cuidar do planeta!


Crônica

CACHORRADA LITERAL (É difícil cuidar da própria saúde, e alguém ousa cuidar do planeta!

por Claudeci Ferreira de Andrade

          Plantaram grama em cima da tubulação da Petrobrás, e acimentaram as laterais do canteiro, bem no meio da avenida Dom Emanuel em Senador Canedo. Numa extensão de 1,3 km. É ali, que todas as tardes, uma multidão de pessoas adeptas da caminhada se cruzam para lá e para cá. Lembro-me quando podíamos correr por ali livremente sem precisar barroar em ninguém. Porém, foi algum tempo atrás quando não era caminho para o supermercado Bretas. Agora, está meio inviável. Além de aumentar o número de transeuntes fomentadores das práticas saudáveis, ainda têm os passeadores com cachorro, que nunca os vi carregando pazinhas e nem conduzindo o animal amordaçado!
          Há algo de positivo, sim, nessa mistura com os animais na educação física, até porque, às vezes, eles nos fazem correr melhor. Outro dia, tive que dar um tiro de 100 metros rasos, forçado por um vira-lata que me ameaçava morder. O perigo aconteceu da pior forma possível quando escorreguei nas fezes de um cão grande e cai machucando-me. Sem falar das vezes que embaraço-me pelas pernas com a corda de alguém que não sabe puxar o bicho.
          Para evitar maiores transtornos, é melhor desviar-se deles, mesmos que lhes custe quebrar o ritmo do trote, sair da pista para a rodovia, garantido a segurança de um lado e se arriscando ser atropelado do outro. Elogiar o dono arrastado pelo cão: Corajoso!. Tudo em nome da obediência aos conselhos dos médicos "veterinários".
          Alguém bem intencionado instalou alguns aparelhos de ginástica, ali no início da pista, foi ótima a ideia. O deselegante é a fila esfarinhada e discreta dos que estão de olho, querem usar o equipamento e não podem, porque há sempre uma família inteira sentada nas peças tranquilamente como se fosse seu camarote para contemplar a heterogeneidade dos "atletas" e a variedade de trajados de esportista.
          Frequentar uma academia fechada não me agrada pagar. Sempre preferi me exercitar ao ar livre; sim, esta é uma maneira otimista de ver a vida, mas os carros e caminhões que passam aos montes, de um lado e do outro, anuviam nossa pista, borrifando monóxido de carbono como se joga veneno em muriçoca. Quem sabe, o condicionamento adquirido ali sirva também para amenizar os maiores prejuízos respiratórios.
          Talvez a firma que fez o calçadão não o fez para pista de atletismo, mas a população canedense já a consagrou. Quem sabe, ela junto ao governo municipal fizessem algumas adequações com essa finalidade, ao invés de gastarem muito dinheiro público com as tais academias populares. Sugiro até que desviem o trânsito dos carros pela direita e pela esquerda para não seccionar essa extensão e termos mais segurança. É difícil cuidar da saúde, e alguém ousa cuidar do planeta!
            Os Cães comem o caráter de seu dono,se vi um pela rua, desvie-se dele,pode ser tredo,pois é assim que vivem hoje as pessoas.
Claudeko Ferreira
Enviado por Claudeko Ferreira em 23/01/2013
Reeditado em 13/07/2013
Código do texto: T4101020
Classificação de conteúdo: seguro
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