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MINHAS PÉROLAS

domingo, 30 de dezembro de 2012

POR QUE NASCI? (...Quando somos úteis...Só colaboramos! — Eula Vitória)



Crônica

POR QUE NASCI? (...Quando somos úteis...Só colaboramos! — Eula Vitória)

Por Claudeci Ferreira de Andrade

           Sempre ouvia de Lourdinha: "Eu vim ao mundo para ser instrumento de vida". Na visão dessa professora querida, não importava a quantidade, mas a qualidade. Ela cumpriu logo os seus dias aqui na terra,  pela intensidade em que vivia e distribuía muita energia.  Todavia, foi um viver completo! (Faleceu de infecção generalizada, em 07/12/2009, com 48 anos).
           Madre Tereza se dizia ser "um lápis na mão de Deus", e eu sou a borracha de Deus, pois como a tal, desgasto-me com os erros dos outros! E, no fim último, estarei fragmentado com um mosaico de experiências,  oferecendo-lhes a chance da refação. E todavia, as experiências adubam a minha e a sua vida. Bem sabemos que  permanecer no erro é tolice, porém nesse caso, o errado é o alvo da morte. E quem o ajuda corrigir seus erros empresta-lhe vida, para o criador da vida pagar com qualidade. Aprendi do filme, "Soldados de Salamina": Quem ajuda os outros a viverem, pode até não ter vida longa, porém terá uma longa história, nunca será esquecido. Um bom patrão nunca esquece seus funcionários, só o governo político nos esquece, por isso logo será esquecido, pelo método de Josias Guimarães: "Todo continuísmo leva concentração do poder, toda concentração do poder conspira, como dito, contra a liberdade; ora, a liberdade constitui o oxigênio da democracia, portanto, todo eleitor consciente tem que lutar de corpo e alma contra a permanência indefinida do mesmo representante no poder". Mas, Deus não nos esquece, e permanecerá eternamente! Que morra o poder como morre as pessoas.
           Uma borracha escolar é a maior prova de que o desgaste físico aumenta-lhe o prestígio, pela sua utilidade até não puder ser mais usada. A minha brevidade é assim, alimentada pelos depósitos de energia, pagamento da natureza pelo o bem que lhe faço. Em seu ato de apagar os erros corrigíveis, mesmo deixando o papel amassado, quanto mais a borracha se desgasta mais ganha prestígio, por dar uma nova chance de viver a quem sabe reconhecer o recomeçar, isso é necessário para o fazer melhor. Então, é, por esta e tantas outras razões, meu querer viver doando vida e fazendo o bem com dignidade, cheio da energia da morte.
Claudeko Ferreira
Enviado por Claudeko Ferreira em 10/08/2012
Reeditado em 29/12/2012
Código do texto: T3824245
Classificação de conteúdo: seguro


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