"Se você tem uma missão Deus escreve na vocação"— Luiz Gasparetto

" Não escrevo para convencer, mas para testemunhar."

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MINHAS PÉROLAS

terça-feira, 28 de fevereiro de 2023

SEDE DE LIDERANÇA! ("2 Timóteo 4:3 — Pois virá o tempo em que não suportarão a sã doutrina; ao contrário, sentindo coceira nos ouvidos, juntarão mestres para si mesmos, segundo os seus próprios desejos.)

 


SEDE DE LIDERANÇA! ("2 Timóteo 4:3 — Pois virá o tempo em que não suportarão a sã doutrina; ao contrário, sentindo coceira nos ouvidos, juntarão mestres para si mesmos, segundo os seus próprios desejos.)

Por Claudeci Ferreira de Andrade

No velho normal, era assim: Tanto a escola pública, quanto a particular estavam cheias de Professores sem vocação, mercenários, transigentes, voluntários alegando ser profissionais e só falavam em salário, eram falsos professores, todavia não resistiram as provações que atraíram para si. A pandemia serviu para eliminar os incompetentes e gerar outros mais resistentes. No final, eles cairão na mesma fossa que criaram para os seus ouvintes e serão destruídos.

Hoje, no Novo Normal, sabemos que ensinar é um ato de amor e o aprendizado é de respeito. Só aprendemos de quem gostamos e confiamos, e a verdadeira amizade é alicerçada na justiça.

Mas, o professor vocacionado, o escolhido, este sim é reto, e sua metodologia não é moldada no aluno, tentando agradá-lo para não perder o cliente. Porém, é o contrário, eleva o aluno a seu nível por métodos próprios, sem a deformidade do cabide de emprego. Quer ser simpático? Diga somente o que os outros querem ouvir e morra no final do mesmo jeito.

Como não se pode agradar a dois senhores... ("Ninguém pode servir a dois senhores; pois odiará um e amará o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Vocês não podem servir a Deus e ao Dinheiro ``. — Mat. 6:24). Porém o segredo do sucesso é falar a mesma língua, entretanto há muitos que falam. E as inovações fracassando...

QUEM GUARDA TEM ("Ter muito não significa ser muito. Assim como um acumulador não é o mesmo que um colecionador." — Tiago Carossi)

 



  • QUEM GUARDA TEM ("Ter muito não significa ser muito. Assim como um acumulador não é o mesmo que um colecionador." — Tiago Carossi)

    Por Claudeci Ferreira de Andrade

    A culpa é minha por não ser corrupto. Se sou pobre, não é por culpa dos outros! A culpa é minha por não ter tempo de ADQUIRIR dinheiro. Se tive um péssimo casamento com uma mulher desagradável, não é culpa dela! A culpa foi minha por não ser manipulador. Se estou doente, a culpa não é dos demônios! A culpa é minha por preferir os excessos. Não pretendo enganar ninguém! Sou bem conhecido e me chamam Claudeko, reduzindo-me a cacos afiados! Talvez, isso signifique que sou acumulador dos restos perigosos, mas eu diria que sou prevenido: "Quem guarda o que não quer, tem o que precisa".

                  Por que eu enganaria você? Meu caráter e sabedoria são conhecidos pela desorganização de minha casa; a massa desordenada em minhas gavetas, armários, a mala do carro; o que está na parte de trás e na de baixo de minha geladeira. E não me deixarei enganar por suas frases feitas de autoajuda, são vazias. GOSTO DE TUDO CHEIO, PLENO, repleto, lotado, tomado, abarrotado, carregado, coberto, atestado, superlotado, sobrecarregado, apinhado, assim, pejado, grávido, referto, onusto. Ainda acho que vivo melhor que você, pois seus "problemas" são outros piores. Sou acumulador, não sei jogar fora o que não presta, tenho muitos amigos, porque  não sei selecioná-los bem. Não dispenso nada e nem ninguém. E nesta intenção acumulo coisas que podem me ser úteis.  Aprendi a lição do Machado de Assis:  "Entretanto, vida diferente não quer dizer vida pior." CiFA

    domingo, 26 de fevereiro de 2023

    TRANSCENDÊNCIA DA FERRUGEM ("A expansão da consciência é um verdadeiro ato de transcendência." — Samuel Ranner)

     


    sábado, 25 de fevereiro de 2023

    OS DESTINADOS PARA O MAL FAZEM O BEM: O Equilíbrio das Sombras e da Luz ("Confiar nos homens é já deixar-se matar um pouco. Louis Céline)


     

    CONTAMINAR-SE É INEVITÁVEL ("Somos carne exposta, Em um mundo putrefato, Tentando ficar imunes a contaminação." — Maicon Fraga)

     


    CONTAMINAR-SE É INEVITÁVEL ("Somos carne exposta, Em um mundo putrefato, Tentando ficar imunes a contaminação." — Maicon Fraga)

    Por Claudeci Ferreira de Andrade

    Se há uma lição que o tempo me ensinou, é que a sabedoria raramente reside nas respostas prontas. Quase sempre, ela se esconde nas perguntas incômodas. Para encontrá-la, é preciso desconfiar das fantasias sagradas, observar com atenção o comportamento das formigas, o voo errático dos pássaros, o modo como as estações se sucedem — e, sobretudo, contemplar o teatro humano com olhos de cronista velho e cético. Foi assim que aprendi a me ler por dentro: como um bicho estranho que empacou no meio do caminho.

    Sim, empacou. Detesto burro que empaca — e, no entanto, sou esse burro. Um paradoxo em carne viva. Um ser em marcha, mas com os pés atolados. Um mar que não se move: Mar-Morto. Tenho consciência da minha contradição e, talvez por isso mesmo, precise estar perto de tudo aquilo que posso contaminar. Produzo venenos, sim — mas até o veneno, em pequenas doses, pode ser remédio. Excesso de gente me sufoca; falta de afeto, me adoece. Ainda assim, aviso logo: não há rota de fuga. Você está lendo isso — agora, não há mais volta.

    Sou assim porque quero tanto viver que a neutralidade me parece um crime. Reajo, mesmo quando seria mais seguro calar. Grito, mesmo quando só esperam silêncio. Os que nada fazem também me ferem. Os que fingem não ver, os que cruzam os braços ou desviam os olhos — esses também merecem minha reação. Às vezes, me torno tóxico, eu sei. Mas não vim ao mundo para passar despercebido.

    O desapego, para mim, é o adeus mais honesto: uma forma de amar sem prender. O esquecimento, esse sim, é traição — pois quem esquece, mata duas vezes. Por isso, parto sem pressa, mas com urgência. Meu curso terminou. Meus colegas me viram passar e levei comigo um pouco de cada um. Em troca, deixei o que sou: uma faísca, um incômodo, uma lembrança que arde.

    E se causei dano, foi só porque insisti demais em ser vivo entre os mortos-vivos. Meu veneno, afinal, é apenas a forma mais sincera que encontrei de continuar sendo. Como uma flor que nasce no esgoto e insiste em perfumar o ar ao redor, mesmo enraizada na podridão, eu sigo contaminando — não por maldade, mas por natureza. Não sou antídoto, nem pretendo ser cura. Sou o toque que arde, o espinho no dedo, o copo d’água que engasga. Quando partirem os que comigo cruzaram caminhos, talvez encontrem em suas lembranças um vestígio ácido, incômodo, mas vivo. E é nessa vivência, nesse rastro de verdade crua, que continuo a existir. CiFA


    A crônica que acabamos de ler nos provoca a pensar sobre nossa própria existência e o modo como nos relacionamos com o mundo. O autor se descreve como um "bicho estranho que empacou", um "Mar-Morto" de inércia, mas que ao mesmo tempo "quer tanto viver" que não aceita a neutralidade. Essa é uma oportunidade e tanto para a gente discutir alguns conceitos fundamentais da Sociologia. Preparados?


    1 - O cronista afirma que "detesto burro que empaca — e, no entanto, sou esse burro." Essa contradição entre o que ele detesta e o que ele é, pode ser analisada sociologicamente? Discuta como as expectativas sociais e as pressões individuais podem gerar contradições no comportamento e na identidade das pessoas.


    2 - O autor se descreve como alguém que "precisa estar perto de tudo aquilo que posso contaminar" e que produz "venenos". Embora use a metáfora, o texto sugere uma influência ativa sobre o ambiente. Explique como os indivíduos, mesmo em suas contradições, atuam como agentes sociais, influenciando e sendo influenciados pelos grupos e pela sociedade em que vivem.


    3 - A crônica declara: "Sou assim porque quero tanto viver que a neutralidade me parece um crime. Reajo, mesmo quando seria mais seguro calar." Relacione essa postura com o conceito de engajamento social ou ação coletiva. Por que, do ponto de vista sociológico, a "neutralidade" pode ser vista como um problema em certas situações?


    4 - O cronista menciona que "os que nada fazem também me ferem. Os que fingem não ver, os que cruzam os braços ou desviam os olhos — esses também merecem minha reação." Essa afirmação pode ser conectada ao conceito de responsabilidade social. Discuta a importância de se posicionar e de não se omitir diante de problemas sociais, segundo essa perspectiva.


    5 - Ao final do texto, o autor reflete sobre sua "partida" e o que ele deixou para seus colegas: "uma faísca, um incômodo, uma lembrança que arde." Pensando no papel do indivíduo na sociedade, como essa ideia de "deixar uma marca" ou "causar dano" (no sentido de impacto ou provocação) se relaciona com o conceito de legado social e a forma como as ações de uma pessoa podem reverberar na vida de outras?

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    quinta-feira, 23 de fevereiro de 2023

    CANCELAMENTO SOCIAL ("A desinformação mata mais gente que qualquer guerra, bomba, arma, vírus ou doença!" — Daniel Torres)

     


    CANCELAMENTO SOCIAL ("A desinformação mata mais gente que qualquer guerra, bomba, arma, vírus ou doença!" — Daniel Torres)

    Por Claudeci Ferreira de Andrade

    Sentado no bar da esquina, observo o vaivém das pessoas na rua. O copo de uísque à minha frente reflete a luz amarelada do estabelecimento, criando um brilho quase hipnótico. Penso em como cheguei aqui, neste ponto da minha vida, onde as palavras parecem ter perdido seu poder. Era uma vez um homem cheio de ideias, ansioso para compartilhá-las com o mundo. Eu era esse homem. Mas o mundo, ah, o mundo tinha outros planos.

    Lembro-me da primeira vez que percebi que minha voz estava sendo sufocada. Foi numa reunião de trabalho, há alguns anos. Apresentei uma proposta inovadora, fruto de noites em claro e litros de café. O silêncio que se seguiu foi ensurdecedor. Olhares vazios, sorrisos forçados, e então... nada. Como se eu tivesse falado em uma língua estrangeira que ninguém ali compreendia.

    Desde então, notei um padrão se formando. Não era apenas comigo. Era como se a sociedade tivesse decidido coletivamente fazer uma greve de ouvidos. Ouviam, mas não escutavam. As palavras ricocheteavam em paredes invisíveis de indiferença. Viver em sociedade deveria ser um exercício de liberdade, mas, muitas vezes, sinto que estamos presos pela surdez daqueles que nos cercam. É uma repressão silenciosa, uma indiferença disfarçada que nos empurra para o abismo do cancelamento.

    Vi amigos brilhantes sucumbirem a essa surdez social. Alguns, como eu, buscaram refúgio no álcool. Outros se perderam no labirinto das redes sociais, compartilhando informações sem filtro, embriagados pela ilusão de serem ouvidos. Tornamo-nos todos bêbados, de uma forma ou de outra. Bêbados de frustração, de desinformação, de solidão. É uma forma de vingança, um protesto silencioso, uma greve de se expressar.

    O garçom se aproxima, oferecendo mais uma dose. Hesito por um momento, mas aceito. O líquido âmbar desce queimando minha garganta, assim como as palavras não ditas a queimam por dentro. Penso nos jovens lá fora, ainda cheios de esperança e ideias. Quanto tempo até que eles também percebam que estão gritando no vácuo? Quanto tempo até que se juntem a nós, os embriagados silenciosos, que falam "coisas com coisas" porque ninguém realmente se importa com o que dizemos?

    A noite avança, e com ela cresce minha melancolia. Vejo nossa sociedade caminhando para um abismo de autocensura, onde só diremos o que os outros querem ouvir. Uma ditadura silenciosa, imposta por nós mesmos sobre nossas próprias mentes. Em breve, temo que não haverá mais democracia. A sociedade hipócrita, que diz não gostar de armas, nos mata com "línguas de fogo", abafando a voz dos corajosos.

    Mas algo em mim se rebela contra esse destino. Talvez seja o álcool falando, ou talvez seja aquele homem cheio de ideias que eu costumava ser. Levanto-me, cambaleante, e saio para a rua. O ar fresco da noite me atinge como um tapa na cara. Olho para o céu estrelado e, pela primeira vez em muito tempo, sinto vontade de gritar. Gritar todas as verdades que ficaram presas na minha garganta por tanto tempo.

    Porque, no fim das contas, o verdadeiro pecado não é jogar pérolas aos porcos. É deixar que as pérolas se percam dentro de nós, sufocadas pelo medo e pela indiferença. Enquanto caminho para casa, decido que amanhã será diferente. Falarei, mesmo que ninguém escute. Gritarei, se for preciso. Porque o silêncio dos embriagados - seja pelo álcool ou pela apatia - é o primeiro passo para a morte da liberdade.

    Concluo esta jornada noturna com um suspiro de frustração e esperança. Frustração pela situação atual e esperança de que, um dia, possamos voltar a valorizar a verdadeira comunicação, onde ouvir é mais do que apenas escutar. Onde a liberdade de expressão não seja uma batalha constante, mas um direito inalienável. Até lá, continuarei lutando, acreditando que a mudança é possível, mesmo que pareça distante. E quem sabe, com persistência e coragem, possamos finalmente cantar uma nova canção, onde cada voz tenha seu valor e cada palavra, seu peso.

    E eu, por Deus, ainda não estou pronto para morrer em silêncio.

    Questões Discursivas:

    1. O texto apresenta uma reflexão crítica sobre a comunicação na sociedade contemporânea, abordando temas como a dificuldade de se fazer ouvir, a proliferação da desinformação e o crescente risco da autocensura. Através da narrativa do personagem e da metáfora da "surdez social", o autor explora os desafios da comunicação autêntica e da liberdade de expressão em um mundo cada vez mais polarizado. De que forma o autor utiliza a figura do "bêbado" para representar a frustração e o silenciamento daqueles que se sentem ignorados ou marginalizados?

    2. O personagem vivencia um momento de epiêmia, reconhecendo a necessidade de superar o medo e a indiferença e se expressar livremente, mesmo que isso signifique enfrentar o julgamento ou a rejeição dos outros. Como essa mudança de perspectiva se relaciona com a defesa da liberdade de expressão e da busca por uma comunicação mais autêntica e significativa?

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    POR QUE VIVO NA IGREJA: O Equilíbrio da Corda Bamba ("Deus não vive numa igreja, Deus vive em você." — Billy Graham)