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MINHAS PÉROLAS

segunda-feira, 29 de junho de 2009

LENTES DE ALUNO (Os jovens precisam mais de modelos sociais e não de grevistas)





















LENTES DE ALUNO (Os jovens precisam mais de modelos sociais e não de grevistas)

Por Claudeci Ferreira de Andrade

Escrevo esta crônica, especialmente, supondo que sempre há um ou outro aluno contemplando longa e constantemente a vida de seus mestres e procurando imitá-la; com certeza, sei que conseguirão. Mas, uma coisa gostaria de saber: É a nossa vida assim digna de imitação? Tudo que nossos alunos precisam é de exemplos de amor e justiça para segui-los!
Suponhamos que alguém lhe dê uma paleta, pincéis e tinta, e mande você imitar um mestre da pintura. Quantas horas necessitaria para estudar suas pinturas? Isto na verdade não é impossível. O mesmo aconteceria se tivesse de imitar um famoso cantor, e muitos o fazem. Quantos dias, meses e anos de prática seriam necessários para chegar a imitá-los? Na verdade, com muito esforço, um dia tudo será possível. Porém imitar os bons é muito necessário e urgente, visto que o dia já declina. Falo, sobretudo, da arte de moldar o caráter como parte da responsabilidade social, um talento que Deus deu a todos. Aliás, uma habilidade que Deus não negou a nenhum de nós, bastando apenas desenvolvê-la dentro dos moldes da contemplação: é molduragem do caráter 
Como podem imitar a seus professores e líderes por olhando-os longamente, examinando-lhes cada movimento e cada palavra que eles proferirem sem copiar deles também o caráter? Isto acontece espontaneamente; é uma imitação natural. Aconselho que continuemos com a disciplina pessoal do eu, em concentração constante, com pouco ou o mínimo possível do tempo de lazer (afrouxamento dos princípios morais) para maior dedicação à formação pessoal para a vida: disciplina. Já é o que a nova escola pretende: “educar para vida”. Que redundância,  se isso a própria vida já o faz. Volto a afirmar, os alunos precisam, na verdade, é de professores formadores de bons cidadãos, motivados de dentro para fora; isso implica verdadeira reforma em sua natureza interior, transformação essa inspiradora nas nossas demonstrações: modelos sociais e não de grevistas. Por isso, nós, mestres, chefes e líderes precisamos nos regenerar primeiro e viver uma vida socialmente “ideal”, porque somos lentes para nossos seguidores. Então, a você que segue meu conselho: ache-se em si mesmo antes de imitar-me; saiba quem você é, e aonde quer chegar; não seja apenas uma conformidade externa, mas uma resposta espiritual.
Os bons exemplos não se relacionam com os outros tão fluentemente como os fazem os maus exemplos, que são atrevidos. A imitação do mau deixa-nos afastados de nós mesmos, entorpecidos. Nesse caso, quando procuramos reagir e viver como os bons vivem, o fazemos sob nossa própria força é assim que funciona, precisamos da fé e obras. Lembremos que os bons precisam comunicar aos maus, cada dia, nova vida. Precisamos ser o amor personalizado. Nada menos que isto satisfará a demanda vigente.  Assim é a experiência do mestre que também é aprendiz. A harmonia social depende da proliferação dos bons.

Encaminhamento de percepção

1-Onde a escola peca quando se propõe a educar para vida?
2-O que vale mais na arte de ensinar: o palanque do professor ou o seu exemplo de vida dentro e fora da sala de aula?
3-Quando decidimos resolver os problemas a nosso modo, com nossas próprias forças, sem contar com a ajuda de Deus, o que acontece?
4-A vida de nossos professores modernos é digna de imitação?
5-Em que condição nossos mestres, chefes e líderes devem ser imitados?

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