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MINHAS PÉROLAS

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

"Isso Dá Nada Não" (Que as predições dos Maias estejam certas, pois anseio o fim!)




CRÔNICA

"Isso Dá Nada Não" (Que as predições dos Maias estejam certas, pois anseio o fim!)

Por Claudeci Ferreira de Andrade

          Marie é uma daquelas alunas extrovertidas que não tira o aparelho celular da mão mesmo na hora da aula. Ameacei a conduzi-la à coordenação se não parasse de distribuir vídeo pornô entre os colegas, usuários desses aparelhos modernos com Bluetooth. E ela me falou:
          — Isso dá nada não, fessor!
          Acontecimentos dessa natureza dentro da sala de aula, que em geral nem aparecem hoje na primeira página dos jornais, é comum. Algumas décadas atrás, resultavam em suspensão imediata para o aluno infrator! Professores, coordenadores, diretor e outras autoridades dentro da escola movimentavam suas forças quando a moral era molestada ou os seus princípios desacreditados.  Certos atos insultuosos eram praticados sempre com risco de grande castigo. Mas, isto foi outrora. Hoje é assim!
          Em tempos recentes, tem havido violação da integridade física de professores: estes têm sido surrados, maltratados com palavras grossas de baixo calão. Funcionários gerais da escola têm sido acusados falsamente por coisas absurdas que nunca fizeram, desaparecem objetos de valor da sala dos professores, professores são acusados de assédio sexual quando se esforçaram, apenas, para ser generosos em um elogio a certas alunas, porém os vídeos pornôs nas telinhas dos celulares que correm de mão em mão não significam nada e nem sempre isto tem resultado, pelo menos, em suspensão, ou em outra medida disciplinar qualquer, ou melhor, frequentemente não resulta em nada mesmo. Suspeita-se até que certas medidas de castigo acontecem na base de um acordo de cavalheiros entre as partes: ofensor e ofendido para espantar a mídia.
          "Um aluno de 16 anos, revoltado por não ter tido liberdade de atender o celular em sala de aula, agrediu a professora com chutes e socos. O fato ocorreu na noite de terça-feira, na Escola Estadual Maria Ilydia Resende de Andrade, no bairro Furtado de Menezes, em Juiz de Fora, Zona da Mata. Caroline (Professora) foi encaminhada a um hospital da cidade, onde foi medicada e liberada. O estudante passou a noite na delegacia, acompanhado da mãe, e pela manhã foi apresentado à Vara da Infância e Juventude, sendo liberado em seguida." (http://www.otempo.com.br/supernoticia/noticias/?IdNoticia=28374) (22/05/2009).
          Alguém poderá me dizer: –“a sociedade está mais amadurecida”. Dirão outros: – Estas respostas podem ter sua carga de realismo sobre o problema, mas a maioria dos estudantes da rede pública que examinam mesmo o conteúdo do Estatuto da Criança e do Adolescente tem por evidente que há uma modernização mantendo em xeque as forças do castigo educativo.  Podemos chamar isso de paz na escola?
Estamos no limiar da catástrofe na educação. Cumprem-se as predições de todas as vozes educadoras de épocas passadas.  Uma história estranha e momentosa está sendo registrada nas páginas da educação.  — acontecimentos que, declararam-se, precederiam em pouco, o fim do mundo. Agora, neste momento, tudo no mundo se encontra em estado incerto. Os adolescentes estão fanfarrões e fazem pouco caso da decência de da ordem. Que as predições dos Maias estejam certas, pois anseio o fim!
Claudeko
Publicado no Recanto das Letras em 23/05/2009
Código do texto: T1609813


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