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MINHAS PÉROLAS

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Os Muitos "sim" ( Céu e Inferno burláveis.)



CRÔNICA

Os Muitos "sim" ( Céu e Inferno burláveis.)

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008
Por Claudeci Ferreira de Andrade


          Neste momento, reflito sobre aquela personagem do programa: “Zorra total da Rede Globo de Televisão". Uma médica que aconselha aos seus pacientes, para combater a obesidade, um comportamento alimentar restrito; enquanto assim, para ela, tudo pode, “bombando” mais ainda sua própria obesidade.
          Estive num cenário parecido a uma “zorra total”:
          — Por que é sempre assim? – Jussara esbravejou. –Isto pode! Aquilo pode! Ali pode! Acolá pode! A escola é toda feita no “jeitinho brasileiro”, onde tudo pode! Estou farta de tudo isto! Não me sobra o direito de negar a esse brasilismo cultural!
          — Ora, Jussara – o professor colega de trabalho procurou acalmá-la – isto não é tão mau assim. Eu leio nos documentos oficiais da educação a proibição de muitas coisas. Porém o que eu vejo na prática é que as pessoas podem fazer tudo que deseja, você já devia ter se acostumado! Com efeito, os mentores dos documentos que regem a educação tomaram providências para que cada um faça exatamente o que deseja! Democracia, né!
          — Você deve ter lido alguma coisa que eu não li – ela prosseguiu, os olhos fuzilando – tudo que leio é isso pode, isso pode, isso Pode, e este “tudo pode” já se tornou uma obrigação, estou a ponto de detestar tudo.
          Jussara não era a primeira gestora escolar a se rebelar contra a permissividade obrigatória, a tal democracia, que ela achava ser tudo na educação, pelo menos como lhe chegava ao entendimento, pois tinha muito medo de perder o controle. Na verdade o seu colega de trabalho estava certo. O bom gestor não força seus liderados a fazer o que eles não querem. Com efeito, as normas e resoluções das secretarias de educação deixam sempre umas brechas, privilégio de quem sabe ler bem: Quem tem maior conhecimento de mundo sabe  fazer exatamente o que favorece as estatísticas!
          Esta verdade do "jogo de cintura" por parte do homem é tão velha como o próprio homem. Diariamente você e eu enfrentamos estímulos semelhantes. Até Deus coloca as oportunidades diante de nós, para exercermos a esperteza: céu e inferno burláveis. Mas, resta uma coisa a ponderar, o resultado do trabalho em equipe traz exatamente a cara da relação e do respeito de seus membros para com o gestor.
Claudeko
Publicado no Recanto das Letras em 21/05/2009
Código do texto: T1607143

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