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MINHAS PÉROLAS

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

AMORES (Em nome do amor, a reciprocidade é obrigação)




Crônica Filosófica


AMORES (Em nome do amor, a reciprocidade é obrigação)

Por Claudeci Ferreira de Andrade

          Em mim, só existem dois tipos de amor: o que pratico com quem me ama e o que pratico com quem me odeia. Porém, em nome do amor, a reciprocidade é obrigação. Afinal, como poderia eu deixar de amar quem me ama tanto! Ou como poderia eu ensinar quem me odeia tanto! Não vingar é um tipo de amar, ou seja, a minha maior vingança é ignorar quem me odeia. Por que  também não vingar já é em si uma espécie de perdão! E desde já eu os perdoou, por me forçar a ignorar alguém. 
          Por que não amamos quilo que não nos serve mais? É normal a estranheza diante de um casal de pessoas incompatíveis, parece-me que o sentimento de caridade não é suficiente para sustentar um casamento não promissor, tem-se que considerar como prioridade  os tributos beneficiadores do outro, pois ninguém ama sem benefício algum! Aí, diz Charles Baudelaire: "Não podendo suportar o amor, a Igreja quis ao menos desinfectá-lo, e então fez o casamento".
           Por que não me amam, como sou: pobre, velho e feio? Se é assim que deve ser: amor incondicional! Mas, disse Jô Soares: "'Amar incondicionalmente', o divisor de águas entre as variantes de sua personalidade e a consistência de seu caráter!" E confesso que amo muito a todos, a ponto de não incomodá-los. Mas, eles preferem me maltratar com suas "cutucadas" inconvenientes. Eu quero seu amor sim, não do tipo (agápe) caridade, (eros) paixão ou (philia) amizade, mas poético, que me escuta e me fala versos. O resto é responsabilidade. Eu amo meu próximo como a mim mesmo. 


Claudeko
Publicado no Recanto das Letras em 06/02/2011
Código do texto: T2775125

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