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MINHAS PÉROLAS

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

TEMPOS POÉTICOS, NÃO APOCALÍPTICOS




PENSAMENTO

TEMPOS POÉTICOS, NÃO APOCALÍPTICOS

Por Claudeci Ferreira de Andrade

          Disse Confúcio, pensador e filósofo chinês: "Estude o passado, se quiseres decifrar o futuro." O passado revela-nos o futuro e se o for bem compreendido e bem empregado no presente, rende poesia, mas, se não, a conexão estará interrompida.
          Se existe o Futuro do presente, deve existir o presente do futuro cá entre nós; bem como existe o futuro do pretérito, e o pretérito do futuro, então como vou saber que o meu agora é presente! Senão, logo não existo para o tempo, não me acho, não há caminhos. Ou há sim, caminho para lugar nenhum, e a morte continua glob(alizante).
          Mas, insiste em declamar, Viviane Mosé: "...tempo escorrido é poema, tempo endurecido é tumor..." .Ainda bem que no tempo derretido deslisa a história! Aliás, o tempo não passa, somos nós que passamos, e continuamos marcando e medindo o tempo como quem mede uma noção, pelo o movimento de uma ação para servir de referencial para outras. A frequência dos eventos é devido a distância. Quem disse que a luz anda no tempo, ela anda sim no espaço. E num movimento constante vai de um ponto a outro a seu modo, pois o tempo transforma tudo, porém não pode desacelerar a luz. Assim me dou ao tempo e no espaço distribuo o pó que sou ou o restos do que fui. Nos tempos das catástrofes, sobre tudo da poesia e dos prazeres que só o inferno proporciona, há novos prazeres. Digo melhor, se o inferno tem prazeres que nossos sentidos conhecidos desconhecem, então é possível ser feliz no inferno.
Claudeko
Publicado no Recanto das Letras em 04/08/2009
Código do texto: T1736938


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